Missão de Paz

A importância do preparo técnico-profissional nas missões de paz

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Pegando um gancho no que o colega missionário Cap Hoffmann escreveu para o Blog UNPOLICE sobre algumas características necessárias ao UNPOL, decidi seguir a linha e tentar complementar o que já foi muito bem exposto.

Para aqueles que pretendem integrar uma dessas Missões de Paz da ONU, ou qualquer outra tarefa que implique na representação do país e da instituição a que pertencem, no exterior, além do preparo psicológico e ético, também se faz indispensável o preparo técnico-profissinal, o que, hoje em dia, os papas dos Recursos Humanos chamam de competências. Competência, nada mais é que ser capaz de realizar e aplicar as habilidades que possui de maneira prática, eficaz e eficiente.

Aliás, a palavra competência se encaixa perfeitamente no caso específico da ONU, que prioriza a capacidade e o preparo individual em detrimento das posições hierárquicas, por isso que, pra quem não sabe, em sua maioria, só pra não dizer que em 100% dos casos, as missões conduzidas pela ONU são consideradas como “non-ranking missions”. Assim, não seria uma aberração que um Coronel viesse a ser chefiado por um Major, um Capitão ou até mesmo um Tenente, ainda que oriundos da mesma nação. Nem mesmo a função de Comandante do Contingente, segundo a regulamentação da ONU a que nos submetemos, é privativa do mais antigo ou de maior posto, afinal deve ser ocupada por aquele que tenha a melhor capacidade de conduzir os demais membros, no bom desempenho das suas funções, no engrandecimento da missão e da nação, e sempre pensando no bem estar geral.

Para ocuparmos uma determinada vaga, somos submetidos a uma avaliação de currículos seguida de uma entrevista. A ideia é que o mais competente ocupe a posição. Sendo assim, o que por vezes vemos ocorrer em nossas Corporações, de pessoas sem escrúpulos que buscam a ascensão tentando subir nos outros, perde muito da efetividade, já que, quem assim age o faz por não ser capaz de vencer com seus próprios méritos.

De tanto testemunhar ações de indivíduos como esses, eu até já escrevi um texto, quase um desabafo: “Eles estão entre nós!”. Não se enganem, quem usa de tais artifícios para tentar compensar a falta de capacidades, habilidades e competências, e subir na vida a qualquer custo, mais cedo ou mais tarde é desmascarado e aí a coisa se torna bastante vergonhosa.

Por isso, meu conselho para os futuros missionários é que se preparem profissionalmente para a missão. Desenvolvam suas habilidades e procurem vencer com seus próprios méritos, tenho plena certeza de que o gosto da vitória será bem mais intenso.

Por fim, e como uma mensagem para aqueles que ao invés de trabalharem com afinco e mostrar que são bons em alguma coisa preferem cultivar inimizades ou amizades interesseiras, ao invés de reclamarem serem vítimas de carmas ou castigos transcendentais, lembrem-se de que tudo que acontece conosco é conseqüência de nossos atos.

Trabalhar, esforçar-se e mostrar para que viemos, esse é o segredo.

Boa missão a todos!

Caveira!

Cap PMPE Augusto Vilaça

UNPOL – UNMIT

“E nunca envergonhemos a nossa fé, as nossas famílias ou os nossos camaradas!”

Augusto Vilaça tem 33 anos e é brasileiro de nascimento, pernambucano de registro, sertanejo de coração, policial por vocação, honesto por convicção, cozinheiro por enxerimento e escritor por falta do que fazer. Querem mais?

Todas as segundas com uma novidade no Blog Notícias de Muito Longe: http://aavs1976.wordpress.com

Equipe de trabalho do NID-PSU (National Investigations Departmen – Prosecution Support Unit)

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