A situação de ordem e segurança pública está caótica, assim como tudo no Haiti. Com o desmoronamento do presídio de Porto Príncipe, vários presos perigosos e procurados pela MINUSTAH fugiram. Muitos já estão de volta a Gonaives, como o Ti-Will, que foi preso numa ação integrada da UNPOL (DIROPS), Polícia Nacional do Haiti (PNH), FPU Paquistanesa e militares argentinos em 2007.
Sabemos que a PNH, a UNPOL e os Militares foram também impactados, mas ações dos marginais poderão piorar ainda mais a situação haitiana.
Contudo, faz-se necessário que um mínimo de policiamento, de qualquer das partes, seja mantido.
Tendo em vista que a base da UNPOL estava localizada na Sede da ONU, que foi colapsada, entendo que os miltiares brasileiros devam intensificar ainda mais as ações de policiamento, visto que os policiais haitianos devem estar dentre as vítimas e os UNPOL, que vivem na comunidade, e não em bases como os miltiares, devem estar com foco nos resgates.
As Tropas de Choque Internacionais (Formed Police Unit – FPU) da UNPOL (Polícia da ONU) devem ser empregadas , mesmo com um maior desgaste (normal neste momento) de uma maneira mais intensa. Muitos criminosos estão nas ruas e farão proveito da situação.
Espero que o Gabinete de Crise seja implantado o quanto antes e que os diversos atores trabalhem de forma coordenada, dentro das limitações que o cenário oferece. O chamado de profissionais com experiência no Haiti para prestarem apoio e ajudar nos trabalhos deve ser considerado.
Sérgio Carrera
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