Homenagem ao Capitão Cleiton Batista Neiva (por Orlando Rodrigues)

“MEU AMIGO, MEU HERÓI

Ele embarcou rumo ao céu com seu sorriso

Mas ainda o vejo tão presente

Com suas brincadeiras, seus gestos…

Aquela alegria de viver e de querer ser importante para o próximo

E conseguiu…

Como tantos outros embarcou em busca de paz

Em meio ao conflito, ao desespero de um povo

Correndo riscos diariamente, mas firme no seu propósito

No peito fica aquele orgulho

De tê-lo conhecido de perto, tão próximo

Um herói que não vamos esquecer

Nós os amigos não o esqueceremos

Agora você é parte das filas celestiais

Transformas-te tua vida num legado

Cheio de conquistas, de alegrias, de desafios

E agora habita o céu!

Deus o tenha amado amigo

E nós aqui, vamos nos render às saudades

As lembranças serão inevitáveis

Mas temos a certeza de que o dever foi cumprido!”

Por Orlando Rodrigues, em 21 de janeiro de 2010

CAPITÃO CLEITON E OS HERÓIS DE CINZA (por Ivôn Correa)

          A briosa corporação de milicianos, criada por ato de D. João VI perdeu, perdeu não, cedeu para a história e para rol dos mártires, um valoroso oficial de suas fileiras. Não tive a honra de tê-lo como companheiro de trabalho, mas tive a honra de envergar a mesma camisa cinza e de ostentar a mesma boina azul. Sei qual é o sentimento de presenciar um companheiro envolto no manto sagrado do Brasil em solo estrangeiro, pois presencie tal fato em solo angolano.

            O saudoso Capitão merece toda honra que hoje lhe é prestada, pois viveu aquilo que diariamente repetia ao entoar a Canção da Policia Militar: “… Ainda mesmo que a morte nos caiba, saberemos com honra morrer…”.

            O momento histórico por que passa o Distrito Federal nos faz procurar por homens honrados, homens que se preocupam com a coisa pública, homens dignos de ocuparem cargos que o povo lhes confia, homens que tenham dignidade, acima de tudo.

            Antes de ser herói o Capitão Cleiton era um soldado a serviço da população, um profissional que fez ainda mais digno o circulo dos Oficiais da PMDF por ser possuidor e observador das virtudes militares como a honra, o senso de justiça, a honestidade, a lealdade, dentre outras.

             Mas quantos Capitães Cleiton, heróis anônimos, existem em nossas fileiras? Que tal falarmos sobre o soldado que se encontra neste exato momento em uma viatura desprovido de um armamento adequado, de bons equipamentos de proteção, de veiculo e comunicações eficientes lá nos confins de Santa Maria, São Sebastião ou Gama? E o sentinela na solidão da guarita do presídio, exposto a toda sorte de intempéries, ataques de mosquitos e uma escala estafante? E o cavalariano, que horas antes do efetivo serviço já se encontra nas baias, cuidando do fiel amigo?

          Quaisquer desses soldados se entregam diariamente ao serviço, se doam, sofrem por um serviço que deveriam, mas não conseguem oferecer. São homens que não podem viver, jamais a vida de um cidadão comum, pois tem o dever de serem diferente, são, e devem ser, balizadores de conduta. Como certa feita citou Ricardo Balestreri, são pedagogos da sociedade. Muito acima de mantenedores, deverão ser promotores da segurança aos cidadãos.

           Que a Corporação continue a honrar o nome do Capitão Cleiton e tantos outros anônimos Capitães Cleiton de nossas fileiras.

           Que os homens que dirigem a capital do Pais possam se espelhar no exemplo de vida e de comprometimento com a coisa pública. Que os valores éticos possam ser resgatados. Que não se precise elogiar algum por ser honesto, leal, comprometido. Uma vez que essas virtudes devem obrigação de todos, não exceção. Que a Corporação continue a produzir em série mais e mais Capitães Cleiton. Que a Corporação reverencie sempre o Capitão Cleiton e os anônimos Capitães Cleiton.

            Ivon Corrêa

Governador do DF concede Medalha “Ordem do Mérito Brasília” ao Tenente Cleiton

 

O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 100, inciso XXVI, da Lei Orgânica do Distrito Federal, combinado com o disposto no Decreto nº 4.620, de 05 de abril de 1979, alterado pelo Decreto nº 29.464, de 04 de setembro de 2008, e acolhendo proposta do Conselho da Medalha, resolve:

AGRACIAR com a Medalha “Ordem do Mérito Brasília no Grau Cavaleiro”, o Primeiro-Tenente da Polícia Militar do Distrito Federal, CLEYTON BATISTA NEIVA, em reconhecimento do Governo do Distrito Federal, pela participação, como Oficial Colaborador, junto à Organização das Nações Unidas – ONU, na reconstrução da República do Haiti, vitimado em razão da catástrofe natural ocorrida no dia 12 de janeiro de 2010, naquele país (In Memoriam).

JOSÉ ROBERTO ARRUDA

(DODF -  segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010 PÁGINA 12)

Homenagem a um herói (Jornal de Brasília – 08FEV10)

Homenagem a um herói

FOTOS: PEDRO LADEIRA

 Helicóptero da Polícia Militar do Distrito Federal derrama pétalas sobre o cortejo fúnebre do Capitão post-mortem Cleiton Batista Neiva, morto a serviço da ONU no Haiti. Expectativa agora é quanto ao pedido de indenização junto ao Congresso Nacional.

 Capitão post-mortem Cleiton sepultado em meio a várias condecorações 

 João Porto

joao. porto@ jornaldebra silia. com. br

Toda a alta cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) acompanhou os familiares e amigos durante o velório e o sepultamento do tenente Cleiton Batista Neiva, que ocorreu na manhã de ontem.

Cleiton é o primeiro oficial da Polícia Militar brasileira a falecer numa missão da ONU. Durante o velório do oficial, na Academia da Polícia Militar de Brasília (APMB), o brasiliense foi condecorado com as

maiores honrarias que um PM do Distrito Federal pode receber, a medalha do Mérito Brasília, medalha do Mérito da Segurança Pública do Distrito Federal com colunata de ouro e a Medalha Mérito Joaquim José da Silva Xavier “Tiradentes”, e ainda foi promovido ao posto de capitão post-mortem. O comandante-geral da PM, coronel Ricardo Gomes Martins, comentou que a PMDF não devará

pedir ao Congresso um auxílio à família do tenente semelhante ao previstos no projeto de lei 6720/10 –

que concedeu R$ 500 mil de auxílio para ser divido entre as famílias dos 18 oficiais do Exército brasileiro que morreram durante o terremoto de Porto Príncipe. “Cada instituição tem os benefícios cedidos por suas corporações. Ao policial Cleiton serão dados os benefícios a que um PM do Distrito Federal tem direito, como a promoção post-mortem para Capitão”, concluiu. O amigo e professor de Cleiton, coronel reformado da PM George Felipe de Lima Dantas, disse que certamente Cleiton Batista terá o mesmo tratamento internacional dado aos outros oficias que trabalhavam pela ONU no prédio das Nações

Unidas que desabou no último dia 12 de janeiro. “Nós temos um mártir no Distrito Federal”, lembrou Dantas a falar de seu pupilo. Além do professor, outros amigos de turma de Batista Neiva fizeram questão de comentar como o oficial era um bom homem. “Ele era a pessoa que qualquer pai queria ter como filho, um ser humano ímpar”, lembrou o amigo Wilson Andrade.

Na cerimônia de despedida, no Cemitério Campo da Esperança, foi difícil até para os oficiais da Polícia Militar esconder a emoção. O caixão com o corpo de Batista Neiva estava coberto com a bandeira do Brasil e a bandeira da PMDF. Enquanto os militares levavam o caixão do amigo e a família seguia em cortejo até o túmulo, foram dadas três salvas de tiros em homenagem a Cleiton. A banda da Polícia Militar tocou a marcha fúnebre ao mesmo tempo em que um helicóptero da PM jogava pétalas de rosas brancas e vermelhas em cima do cortejo e do túmulo do capitão. Ao contrário do que aconteceu na despedida dos outros brasileiros mortos no terremoto do Haiti, não houve a presença de autoridades políticas. Foram sentidas as ausências do presidente Lula e de ministros.

 SAIBA +

Em 1989, o Itamaraty fechou uma parceria com a PMDF para treinar oficiais brasilienses que tivessem condiçõ s de atuar em missões de paz na ONU. A PM só acertou o acordo se outras polícias militares do País também pudessem enviar seus homens em missões de paz. Após o tremor em Porto Príncipe, o destacamento dos Bombeiros do DF mandou um grupo de operações para a capital do Haiti que trabalhou por três semanas dando apoio nas ações humanitárias. Brasília, capital boina-azul Há 20 anos a Polícia Militar do Distrito Federal participa de atividades ligadas às Nações Unidas. O primeiro militar de Brasília que atuou em uma ação de paz foi o coronel Ribeiro, em 1989. Dez anos mais tarde, o oficial foi comandante-geral da PMDF. A corporação prepara um levantamento de todos os membros que contribuíram em missões de paz nestes últimos 20 anos. Segundo o atual comandante-geral, que também já participou de missões de paz, cerca de 60 policiais foram solicitados pela ONU para realizar algum tipo de ação militar. “Atualmente temos 15 policiais trabalhando pelas Nações Unidas em diversas regiões do mundo”, comentou o coronel Ricardo Gomes Martins.

Na linguagem policial os oficiais que são convocados para fazer parte da Unpol – Polícia das Nações Unidas – ficam conhecidos como boinas- azuis. Durante o sepultamento de Batista Neiva, no Cemitério Campo da Esperança, cerca de 20 boinas- azuis estavam presentes na cerimônia, alguns sem o chapéu característico, mas ostentavam as medalhas de reconhecimento a serviços prestados pela ONU.

PERDA

O coronel Ricardo Gomes Martins comentou como é a sensação de comparecer ao sepultamento do primeiro boina-azul da Polícia Militar brasilieira. “Hoje (ontem) todos os policiais que se encontram aqui com a boina azul sabem dos riscos que passamos numa missão internacional. Infelizmente tivemos a nossa primeira perda numa missão”, disse o comandante-geral da PM. O oficial Cleiton Batista Neiva foi convocado para o Haiti em 2005 e atuou como Unpol durante todo o ano. Em 2006 voltou ao Brasil, mas por obter grande respaldo na ONU pelos serviços prestados, pediu licenciamento da PMDF e no ano seguinte voltou a Porto Príncipe para trabalhar nas Nações Unidas. Segundo o tenente-coronel Méier, que assumirá esta semana um posto de comando na Academia da Polícia Militar de Brasília, estão previstos para este ano dois cursos de formação para policiais militares que desejam participar de missões das Nações Unidas. ( J. P.)

Homenagens no enterro de capitão (Correio Braziliense – 08fev2010)

Correio Braziliense

Brasília, segunda-feira, 08 de fevereiro de 2010

Mundo

tragédia no haiti
Homenagens no enterro de capitão

Gisela Cabral

Tristeza e emoção marcaram o velório e o sepultamento do capitão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) Cleiton Batista Neiva, na manhã de ontem, no cemitério Campo da Esperança. O corpo do militar morto no forte terremoto que assolou o Haiti foi velado por familiares, amigos e cerca de 500 companheiros de corporação na Academia de Polícia Militar (APMB), no Setor Policial Sul. Durante a cerimônia, o oficial foi promovido postumamente a capitão, além de condecorado com as medalhas do Mérito Brasília, Segurança Pública do DF e Joaquim José da Silva Xavier – Tiradentes. Cleiton estava no país caribenho desde 2005 a serviço da Organização das Nações Unidas (ONU). O militar era casado com a jornalista austríaca Irene Hoeglïnger — que também atuava na organização — e deixa um filho de apenas 1 ano.

As homenagens ao oficial começaram cedo. Por volta das 8h, a movimentação já era grande na academia. L ogo após a missa de corpo presente, o capitão foi lembrado pelos amigos como um homem de força, um verdadeiro herói. Segundo o tenente André Garbi, a atuação em causas humanitárias era um sonho antigo e se manifestou muito cedo, desde a época em que Cleiton ingressou na PM, em 1997. “Percebíamos a facilidade que ele tinha para se expressar em outros idiomas, motivo pelo qual se destacava bastante. Infelizmente perdemos um irmão”, lamentou o tenente, que leu uma mensagem em nome 8ª turma de aspirantes de 1999, da qual o capitão fez parte. Bastante emocionada, a família preferiu não dar entrevistas. Além dos pais Admilson dos Santos Neiva, 59 anos, e Maria Batista Neiva, 60, estavam a esposa Irene Hoeglïnger, o filho Yannick e os irmãos domilitar.

Tiros
Depois do velório, o cortejo guiado por batedores da PM seguiu para o setor B do cemitério Campo da Esperança. O caixão coberto com as bandeiras do Brasil e da PMDF foi recebido com honras distintas a um militar, entre elas uma salva de tiros da Guarda Fúnebre, formada por cadetes da Academia de Polícia, e marcha fúnebre do compositor norueguês Edvard Grieg, conduzida pela banda militar. Num dos momentos de maior emoção, o helicóptero da PM sobrevoou o cemitério e pétalas de rosas foram jogadas sobre os presentes. Visivelmente consternada, a julher do capitão morto no terremoto não saiu de perto do caixão um minuto sequer. Ela e o filho estavam na capital Porto Príncipe no dia da tragédia e escaparam ilesos.

O oficial brasiliense morto em missão no Haiti era um dos boinas azuis — o objeto em questão identifica os policiais que participam de missões de paz. De acordo com o comandante-geral da PMDF, o coronel Ricardo Martins, pelo menos 60 policiais já deixaram o DF para atuar em causas semelhantes. “Aqueles que aqui se encontram com boinas azuis representam todos aqueles que um dia se arriscaram nas mis sões. Porém, sabemos da grandeza desse trabalho. Atualmente, temos 15 policiais espalhados pelo mundo”, salientou o comandante, que também faz parte do grupo. Para o assessor do Senado Federal Wilson Andrade, 53, o capitão Cleiton foi um exemplo de vida. “Ele era tão competente que foi chamado pela segunda vez para atuar na ONU. Estou arrasado. Perdi um grande amigo”, desabafou.

Homenagem ao Cap. Cleiton B. Neiva (por Gilvaney F. Oliveira)

O Senhor da à vida e o Senhor a recolhe quando bem quiser”. Talvez essas palavras ao primeiro momento sejam duras de ouvir e receber para aqueles que amam e guardam profunda saudade dos que já se foram. Mas a questão é:

- O que você esta fazendo com a sua vida, hoje? O que dirão de você após a sua morte? 

Conheci um jovem, hoje um homem, que é um excelente exemplo de vida. O amigo Cleiton Batista Neiva, que viveu comprometido com a sua família, suas responsabilidades, e colocou “as coisas de Deus em primeiro lugar”.

É do tipo de pessoa que ao percebermos o abismo que nos separa dizemos: – Vai fazer falta. 

Posso dizer, sem medo de errar, que ele viveu acima da média como exemplo de filho, irmão, marido, pai, amigo e militar. Extraia de cada minuto um momento único em sua vida.

Minha convicção é que o amigo Cleiton repousa na eternidade aos cuidados do Senhor. (Apocalipse 21:4)

Ele é um cristão fervoroso, de uma firmeza de caráter impressionante, sempre motivando os amigos com sua alegria constante e ajudando a superar os infortúnios da vida. Essas são algumas qualidades facilmente vistas nesse herói. 

Lembre-se: Uma palavra lançada não volta a traz, o futuro somente a Deus pertence. Então viva o agora que é um “presente” de Deus para nós.

O que tiver que fazer, faça-o hoje!

Declare o seu amor, abrace mais, sorria mais, ore mais porque é no Senhor que encontramos as respostas certas.

 E como diria meu amigo: “- Firma cadencia” até cumprir a sua Missão!

Celebremos a vida e não morte.

 Gilvaney Ferreira de Oliveira

Reflexão sobre viver intensamente.

(Apocalipse 21:4 Ele enxugará dos olhos deles todas as lágrimas. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor. As coisas velhas já passaram)

Capitão Cleiton Batista Neiva recebe honras de herói em Brasília – DF

Sepultamento 7/2/2010 15:08:00

Ocorreu às 11h30 deste domingo, 07 de fevereiro, no Cemitério Campo da Esperança, o sepultamento do corpo do capitão Cleiton Batista Neiva morto no terremoto que assolou o Haiti em 12 de janeiro último. O corpo foi velado na Academia de Polícia Militar de Brasília (APMB), ocasião em que o oficial foi promovido post mortem ao posto de capitão, condecorado com a Medalha do Mérito Brasília, medalha do Mérito da Segurança Pública do Distrito Federal com colunata de ouro e com a Medalha Mérito Joaquim José da Silva Xavier “Tiradentes”.  

Capitão  PMDF Cleiton

O capitão Cleiton ingressou na PMDF em 03 de abril de 1997 e antes de partir, em 2005, para a Cidade de Porto Príncipe a fim de participar da Missão de Paz da Organização das Nações Unidas, trabalhou em diversas Unidades da Corporação, dentre elas o 1º BPM (Asa Sul) e o Pelotão Turístico da Polícia Militar. Apesar de regressar da Missão Oficial em 2006, e devido à excelência dos trabalhos prestados durante o período em que esteve no Haiti, o capitão Cleiton nunca perdeu o vínculo com aquela Organização. Solicitou licença da Polícia Militar e, em 2007, retornou àquele país para prestar serviços pela ONU.

A cerimônia foi aberta à imprensa e à sociedade brasiliense. Todos os policiais militares que já participaram de Missão de Paz a serviço da ONU foram autorizados a fazer uso de boina azul durante a homenagem ao capitão Cleiton Batista Neiva.

Fotos do evento:

Fonte: Site da PMDF.

Publicado em:  on fevereiro 8, 2010 at 7:11 am Comentários (1)

Verdade

 

“… Mas estar em uma Missão da ONU, para quem não sabe,  não é tão romântico quanto fiz parecer a muitos jovens oficiais. Quando se está trabalhando para as Nações Unidas, você vê a fome, e não pode alimentar; vê a sede, e não tem como dar o de beber; vê a tristeza, e não tem como alegrar; as vezes vê a morte, e não tem como salvar. E isso frustra, dói e dura muito tempo. Tenham certeza disso.”

Leonardo Sant’anna

Major da PMDF, blogueiro, amigo e veterano das Missões de Paz da ONU em Angola e Timor Leste.

Carta do Ex-Comandante Geral da PMDF ao atual (Capitão Cleiton)

Caro Comandante Geral,

Queira aceitar – sobretudo os colegas de Turma da APMB - o meu profundo e sincero sentimento de pesar pela perda do Capitão Cleiton!

Certamente, dos dias que passou entre nós, teremos gratas lembranças! Lembro como se fosse hoje, em 2005, quando o designei para a primeira Missão no Haiti e em visita à Brasília, ele teve a gentileza de passar em meu Gabinete no Comando Geral, oportunidade em que conversamos por mais de uma hora sobre o trabalho que realizava naquele país! Estava muito entusiasmado e muito consciente  da relevância da presença da ONU naquele ambiente de pobreza, de fome e de doenças! Pelo modo e pelo grande entusiasmo com que falava (e pelo conceito que tinha junto aos seus superiores hierárquicos na ONU), percebi que o Cleiton tinha encontrado uma razão muito forte de existir, quer como pessoa humana, quer como profissional. 

Algumas vezes tive oportunidade de falar aos policiais militares mais próximos, sobre a escritora chilena Gabriela Mistral. Para Gabriela, servir ao próximo não é uma opção pessoal, que fazemos apenas porque queremos, ou porque nos pagam para isso! Servir é uma dádiva, uma graça concedida por Deus a pessoas previamente escolhidas por Ele. O maior exemplo foi Jesus, que Ele escolheu para nos servir e nos servindo morreu!

O Cleiton foi escolhido por Deus para fazer o que tinha que fazer! Era lá que Deus queria que ele estivesse e não aqui entre nós! O Cleiton cumpriu a sua missão e  Deus o levou para ficar com Ele!

Como ex-Comandante Geral, como cidadão brasileiro e, também, como pai que sou, sinto-me extremamente honrado em tê-lo conhecido pessoalmente. Uma pessoa educada, de excelente caráter, um exemplo de profissional e, também nos demonstrou, de alma generosa na atenção e carinho que dispensou ao povo tão carente do Haiti. A sua existência só pode ser um um motivo de orgulho para os seus pais, familiares e esposa - e para todos nós! Futuramente, também será para o seu pequeno filho!

O Cleiton se foi! Perdemos um grande ser humano! Um homem honrado! O Cleiton não veio ao mundo para ser um herói! Nem queria! Ele veio para ser ele mesmo! Ele veio para servir! O heroísmo é apenas um detalhe na sua maravilhosa existência e uma maneira que encontramos para prestar-lhe uma justa, merecida e inquestionável homenagem!

É assim que sempre me lembrarei dele!

Cel RR Renato Azevedo

 ex-Comandante Geral da PMDF

A Cerimônia Fúnebre de Cleiton Batista Neiva

por George Felipe de Lima Dantas — em 07 de fevereiro de 2010

O que faz um mártir é a causa e não meramente a morte… (Napoleão Bonaporte)

A cerimônia fúnebre do Primeiro Tenente Cleiton Batista Neiva (parte do “staff” da Minustah/ ONU/ Haiti, quando em trabalho voluntário de licença regulamentar temporária da PMDF), falecido nas instalações sinistradas da ONU (Sede da Minustah em Porto Príncipe) por ocasião do terremoto da capital do Haiti em 12 de janeiro de 2010, foi realizada em 07 de fevereiro de 2010 nas instalações da Academia de Polícia Militar de Brasília (APMB) da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). Tal cerimônia incluiu uma missa de corpo presente, cânticos e pronunciamentos acerca da vida do jovem policial militar falecido e divulgação da sua mais que merecida promoção post-mortem ao posto de Capitão, enquanto mártir da sua família, da PMDF, da comunidade do Distrito Federal, da Nação Brasileira e da grande comunidade universal que contribui e segue contribuindo para com o esforço internacional em prol da estabilização do Haiti.

A PMDF fez realizar uma cerimônia digna, sóbria e singela, com recursos institucionais e dos membros da turma de “irmãos de armas” do jovem oficial policial militar falecido. Mas faltou algo…

O algo que parece ter faltado foi uma esperada e justa equidade, em dimensão política e cerimonial, de âmbito nacional e distrital, à chegada, homenagens e iguais declarações de justos e merecidos benefícios aos familiares dos demais mártires brasileiros no Haiti, cujos restos mortais antecederam, em sua chegada, os do agora Capitão Cleiton Batista Neiva.

A nação vive um tempo turbulento em relação à segurança pública. Talvez por isso mesmo as nstituições do setor estejam permanentemente em cheque em sua relação enquanto prestadoras de serviços para suas respectivas comunidades, no que tange questões de lei e ordem. Pratica-se hoje no Brasil uma retórica político-ideológica que aponta a “polícia comunitária” em sua tradição, filosofia, gestão e práticas como “o caminho a seguir”. E não poderia ser diferente disso na vigência do “Estado Democrático de Direito” e tomando como paradigma o chamado Primeiro Mundo (países ocidentais de democracia consolidada e seus sistemas de “justiça criminal” que enfatizam o modelo de “polícia
comunitária”).

A tônica da filosofia de gestão comunitária da segurança pública (ou “polícia comunitária”) talvez seja a retomada de um “velho vinho em um frasco novo”, cujo exemplo emblemático é uma paradigmática “polícia cidadã” representada pela Polícia Metropolitana de Londres, alcunhada historicamente de “Scotland Yard” em uma alusão ao seu local sede de origem. Ela foi uma polícia nascida sob o signo de que a comunidade é a polícia e a polícia, formalmente instituída, apenas uma parte da comunidade exercendo atividades policiais de maneira formal e continuada: comunidade/polícia ou polícia/comunidade em “tempo integral”. Parece ser isso o que se depreende dos princípios
enumerados por Robert Peel, Primeiro-Ministro da Inglaterra ao instituir em 1829 a hoje “Polícia Metropolitana de Londres” ou Met como é carinhosamente alcunhada nos dias atuais.

Não é possível dissociar tudo isso do funeral do oficial policial militar do Distrito Federal, brasileiro tombado heroicamente no Haiti…

O que faltou à cerimônia fúnebre do agora Capitão Cleiton Batista Neiva foi o “autêntico espírito” da retórica da “polícia comunitária” de Robert Peel e que hoje se pretende estabelecer no país: a comunidade em identidade e harmonia com sua polícia — ela própria em uniforme…

Cleiton não poderia ser mais emblemático do que é pertencer a uma família brasileira, a uma comunidade (Ceilândia, Distrito Federal) de perfil socioeconômico similar ao de boa parte do restante do povo (classe média), de haver ingressado em uma instituição pública cujo acesso é realizado de maneira aberta e não-discriminatória, dele fazer parte dos nascidos e criados na capital “de todos os brasileiros” e pertencer a um país de dimensões continentais e que hoje está formente
engajado em ascender a uma posição de liderança na comunidade internacional. Nesse caso, Cleiton se houve brilhantemente, tanto como cidadão brasileiro quanto policial militar distrital!!!

O agora Capitão Cleiton Batista Neiva descansa em paz, em solo pátrio, como herói e mártir, depois que a sua família e a sua PMDF fizeram realizar uma cerimônia digna, sóbria e singela, com recursos
institucionais e dos membros da turma de “irmãos de armas” do jovem oficial falecido. Mas, com tudo isso, faltou algo…

Prof.Doutor George Felipe de Lima Dantas
http://blogandoseguranca.blogspot.com/

Adeus Capitão Cleiton: Herói e Cidadão do Mundo

 07/02/2010 15:57:05 ASOF              

A homenagem ao Cidadão do Mundo que morreu a serviço da humanidade

Pedimos licença para respeitosamente chamar de Cidadão do Mundo aquele que faleceu a serviço da humanidade, deixando sentimentos paradoxos como saudade e orgulho, sim, muito orgulho.

No dia de hoje, 07 de fevereiro, familiares e amigos renderam as últimas homenagens ao Herói e Cidadão do Mundo Capitão Cleiton Batista Neiva, morto no terremoto que assolou o Haiti em 12 de janeiro do ano em curso.

O velório foi realizado na Academia de Polícia Militar de Brasília, oportunidade em que o oficial foi promovido post mortem ao posto de capitão, condecorado com a Medalha do Mérito Brasília, medalha do Mérito da Segurança Pública do Distrito Federal com colunata de ouro e com a Medalha Mérito Joaquim José da Silva Xavier “Tiradentes”.  

O sepultamento se deu por volta das 11h30, no Cemitério Campo da Esperança, com todas as honras militares cabíveis. 


Trajetória na Corporação

O capitão Cleiton Batista Neiva ingressou na PMDF em 03 de abril de 1997 e antes de partir, em 2005, para a Cidade de Porto Príncipe a fim de participar da Missão de Paz da Organização das Nações Unidas, trabalhou em diversas Unidades da Corporação, dentre elas o 1º BPM (Asa Sul) e o Pelotão Turístico da Polícia Militar. Apesar de regressar da Missão Oficial em 2006, e devido à excelência dos trabalhos prestados durante o período em que esteve no Haiti, o capitão Cleiton nunca perdeu o vínculo com aquela Organização. Solicitou licença da Polícia Militar e, em 2007, retornou àquele país para prestar serviços pela ONU.

Cleiton em algumas palavras

A autoria do texto abaixo é desconhecida, mas, inegavelmente, remete ao ser humano Cleiton como se escrito por ele fosse:

“Se você me ama, não chore. Você me conhece e sabe que sou adepto da alegria e do sorriso. Se você conhecesse o mistério insondável do céu onde me encontro… Se você pudesse ver e sentir o que eu sinto e vejo nesses horizontes sem fim e nesta luz que tudo alcança e penetra, você jamais choraria por mim.

Conservo ainda todo meu afeto por você e uma ternura que sempre, enquanto aqui estive, lhe pude em verdade revelar. O Senhor me fez instrumento de Sua paz e finda minha missão, deixei esta vida terrena para viver na eternidade…

Sevocê verdadeiramente me ama, não chore mais por mim: Estou em paz, na presença de Deus, e trago na alma todo mor dos que me amaram, pois também os amei, de todo meu coração.”

Respeitosamente
ASOF/PMDF

Leia na íntegra no Site da ASOF.

Com as honras de herói

 REPRODUÇÃO

No início da manhã de hoje, o corpo do tenente será velado apenas pelos familiares e amigos

Morto no Haiti, o tenente da PMDF Cleiton Batista receberá condecorações

_ João Porto

Vinte e sete dias depois do terremoto que devastou o Haiti, será sepultado hoje, no Cemitério Campo da Esperança, o corpo do 1º tenente Cleiton Batista Neiva. Ele ingressou na Polícia Militar do DF em abril de 1997 e antes de partir, em 2005, para a cidade de Porto Príncipe a fim de participar da Missão de Paz da Organização das Nações Unidas (ONU), trabalhou em diversas unidades da corporação. Apesar de regressar da missão oficial em 2006, e devido a excelência dos trabalhos prestados durante o período em que esteve no Haiti, o tenente Cleiton nunca perdeu o vínculo com a ONU. Por isso, solicitou licença da polícia e, em 2007, retornou àquele país onde morreu. O velório está marcado para as 11h30, na Academia de Polícia Militar de Brasília (APMB). Na ocasião, o oficial será promovido post mortem ao posto de capitão do quadro de oficiais da PMDF e condecorado com a Medalha de Mérito da Segurança Pública do Distrito Federal com colunata de ouro e a Medalha Mérito Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes). O corpo do tenente chegou ontem a Brasília. A pedido da família, a imprensa não foi informada do horário. Cleiton estava com viagem marcada para voltar ao Brasil no dia 30 de janeiro quando se reintegraria à PMDF, mas o terremoto no Haiti impediu o retorno com vida deste brasiliense de 33 anos.

MÁRTIR

O oficial casou-se em Brasília, no ano de 2006, com a jornalista austríaca Irene Hoelïnger, que também estava a serviço das Nações Unidas. Os dois moravam em Porto Príncipe com o filho Yannick, de apenas um ano e sete meses. “Cleiton deixou de ser um PM para se tornar um mártir”. Com essas palavras o professor e coronel reformado da Polícia Militar George Felipe de Lima Dantas resumiu a atuação de seu pupilo na missão de paz do Haiti. Dantas acredita que o tenente tem a chance de ser o primeiro policial militar do Distrito Federal a se tornar um herói reconhecido mundialmente. Porém, para que isso aconteça, é preciso que Cleiton receba da ONU o título de mártir. Outros funcionários que trabalhavam no edifício-sede das Nações Unidas em Porto Príncipe já receberam a comenda. Ao lembrar do aluno, o coronel Dantas cita que Cleiton sempre teve uma visão diferenciada do universo da segurança pública. “Ele era um PM que olhava o mundo de uma maneira pacifista”, completa. Até agora, 212 mil pessoas morreram vítimas do terremoto, entre eles 22 brasileiros. Trata-se do tremor o terceiro mais fatal do mundo em um século, além de ser a pior tragédia na história das Américas. O sismo deixou 300 mil feridos.

 PROGRAMAÇÃO DE HOJE

7h45 – Chegada do corpo à APMB.

8h às 9h – Momento reservado aos familiares.

9h às 9h30 – Momento reservado apenas a amigos e policiais militares.

9h30 às 10h – Missa de corpo presente .

10h às 11h – Solenidade militar.

11h15 – Deslocamento ao Cemitério Campo da Esperança.

11h30 – Sepultamento acompanhado da guarda fúnebre.

A cerimônia será aberta à sociedade brasiliense a partir das 9h30.

Fonte: Jornal de Brasília.

Publicado em:  on fevereiro 7, 2010 at 7:38 pm Deixe um comentário

Desabafo…

“Qual a minha surpresa hoje verificando as informações no Correio Brasiliense e não vi nenhuma linha a respeito das honras fúnebres ao TEN CLEITON, da bicentenária Polícia Militar do Distrito Federal. Por que? Ele foi menos héroi do que os militares do tão glorioso Exército Brasileiro? Respondo: NÃO! Foi muito mais! Na essência da palavra herói, ssmpre se destacou pela sua inteligência, competência profissional, com um forte senso de amor a família e ao próximo. Muito me deixou feliz a deferência feita pelo Senhor Comandante Geral ao TEN CLEITON, onde deixou claro suas qualidades pessoais e profissionais, ressaltando que a Corporação tem que perceber o valor dos Oficiais da Polícia Militar, que nas diversas missões das Nações Unidas, levam o nome da Corporação aos mais distantes países, sempre se destacando pela qualificação profissional, competência, inteligência e capacidade de decisão; não devendo ser considerados como oficiais sem compromisso com o serviço policial militar, apenas com interesses pessoais. Nós, homens de boinas azuis, levamos o nosso distintivo e a nossa bandeira com orgulho, levando esperança aos povos mais necessitados em todo mundo. Que na data de amanhã possamos prestar nossas homenagens aos nosso valoroso TEN CLEITON, que nunca se apagará de nossas vidas, e seguirá com todas as hornas ao ALTAR DOS HÉROIS. TC ALEXANDRE JOSÉ”

Informações oficiais sobre o funeral do Tenente PMDF Cleiton Batista Neiva

Sepultamento 5/2/2010 19:06:00

Está previsto para as 11h30 deste domingo, 07 de fevereiro, no Cemitério Campo da Esperança, o sepultamento do corpo do 1º tenente Cleiton Batista Neiva morto no terremoto que assolou o Haiti em 12 de janeiro último.

O velório ocorrerá na Academia de Polícia Militar de Brasília (APMB), ocasião em que o oficial será promovido pos mortem ao posto de capitão do quadro de oficiais da PMDF e condecorado com a Medalha de Mérito da Segurança Pública do Distrito Federal com colunata de ouro e Medalha Mérito Joaquim José da Silva Xavier “Tiradentes”.

Veja abaixo os horários do cerimonial militar.

Tenente PMDF Cleiton O Primeiro Tenente Cleiton ingressou na PMDF em 03 de abril de 1997 e antes de partir, em 2005, para a Cidade de Porto Príncipe a fim de participar da Missão de Paz da Organização das Nações Unidas, trabalhou em diversas Unidades da Corporação, dentre elas, no 1º BPM (Asa Sul) e no Pelotão Turístico da Polícia Militar. Apesar de regressar da Missão Oficial em 2006, e devido a excelência dos trabalhos prestados durante o período em que esteve no Haiti, o tenente Cleiton nunca perdeu o vínculo com aquela Organização. Solicitou licença da Polícia e em 2007, retornou àquele país para prestar serviços pela ONU.

Cronograma da cerimônia:

07 de fevereiro de 2010 (domingo)

7h45 – Chegada do corpo à APMB;

8h às 9h – Momento reservado aos familiares;

9h às 9h30h – Momento reservado apenas a amigos e policiais militares;

9h30 às 10h – Missa de corpo presente;

10h às 11h – Solenidade militar;

11h15 – Deslocamento ao Cemitério Campo da Esperança;

11h30 – Sepultamento acompanhado da Guarda fúnebre.

A cerimônia será aberta a imprensa e a sociedade brasiliense a partir das 9h30. Aproveitamos para convidar a todos os policiais militares e informar que está autorizada a utilização de boina azul pelos policiais que já participaram de Missão de Paz a serviço da ONU.

Fonte: Site da PMDF.

NOTA:

Cleiton Batista Neiva (Ex-UNPol do Brasil/Distrito Federal/Polícia Militar do Distrito Federal) faleceu quando em licença temporária
regulamentar da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) para seguir atuando no Haiti, quando lá continuava prestando serviços à
ONU/Minustah/Haiti. Faleceu em sua estação de trabalho, no prédio sinistrado da sede da ONU em Porto Príncipe, instalação na qual qual também pereceram, juntamente com ele, diversos outros servidores permanentes e temporários, civis e militares, em exercício
profissional na organização, incluindo o Chefe da Missão e seu segundo em comando, o também brasileiro Luiz Carlos da Costa, além de 14 militares do Exército Brasileiro cujos corpos já foram trasladados ao Brasil.

Publicado em:  on fevereiro 5, 2010 at 11:33 pm Comentários (4)

DPHDM lança o livro “Brasil: 60 anos de Operações de Paz”

 Após um longo trabalho de elaboração, criação e pesquisa, o livro Brasil: 60 Anos de Operações de Paz foi lançado no dia 21 de dezembro em evento na Ilha Fiscal. De autoria do Embaixador do Brasil no Líbano, Paulo Roberto Campos Tarrisse da Fontoura , a obra foi editada e publicada pela Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha.

O livro é uma homenagem àqueles que serviram em operações de manutenção da paz das Nações Unidas e retrata, numa coletânea fotográfica, a participação brasileira desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

A noite de autógrafos foi presidida pelo Embaixador Tarrisse e pela  DPHDM, que receberam muitos convidados entre autoridades civis e militares, a maioria ex-participantes das Operações de Paz citadas no livro.

“A leitura deste livro é uma viagem através do tempo, por lugares maravilhosos, em momentos nem sempre agradáveis e onde se destaca a figura do ser humano profissional, técnico, dedicado, voluntarioso, criativo, herói e crente em um dos maiores valores da vida: a paz.

Kleber Luciano de Assis

Almirante-de-Esquadra”

Fonte: Informativo Cultural da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha.

FOTOS DO EVENTO DE LANÇAMENTO DO LIVRO COM A PRESENÇA DO AUTOR EM NOITE DE AUTÓGRAFOS:

 

 

 

 

 

Como comprar o Livro Brasil: 60 anos de Operações de Paz:

1) Acessar o site www.tesouro.fazenda.gov.br;

2) Entrar nos links: SIAFI, Guia de Recolhimento da União e Impressão de GRU;

3) Gerar a GRU;

4) Pagar no Banco do Brasil

5) Enviar o comprovante através do e-mail: humberto@dphdm.mar.mil.br  ou pelo fax: (21) 2104-5492.

OBS.:

É obrigatório o preenchimento dos campos abaixo conforme indicado:

UG – 673006
Gestão – 00001
Código de Recolhimento – 28886-1
Número de Referência – 67900000000

CPF/CNPJ do comprador
NOME: do comprador
Valor Principal:
Valor Total: 40,00

Major PMDF César informa composição inicial da UNPOL na Missão de Paz na Guiné Bissau

“Aos amigos informo que o efetivo previsto para a Guiné é de 16 UNPOL, porém o processo seletivo foi um pouco diferente, pois exigiu uma experiência de Missão anterior e que o candidato fosse no mínimo Capitão. O processo seletivo aconteceu em 2009 e foi coordenado pelo DPKO. Hoje somos apenas 06 UNPOL aqui na Guiné (02 Brasil, 01 Suiça, 01 Portugal, 01 Zimbabue e 01 Moçambique). A Major da PMDF Denise Dantas chegará aqui no dia 15/02/2010, e o Coronel da PMDF Garcia no dia 17/02/2010. Dessa forma seremos 50% do efetivo.

               MAJ Cesar – PMDF- UNIOGBIS”

Nota: Este é o primeiro efetivo policial UNPOL da ONU na Missão de Paz na Guiné Bissau.

Publicado em:  on fevereiro 4, 2010 at 9:10 pm Deixe um comentário

Haiti Update # 14: Message from USG Le Roy and USG Malcorra to DPKO-DFS Staff

Dear friends and colleagues,

It is with great sorrow that we confirm today the loss of friends and colleagues, including those who were serving with the UN forces and UN Police in Haiti.

Mr. Mamadou Bah, Public Information Officer (France)
Ms. Ann Barnes, Personal Assistant to Police Commissioner (United Kingdom)
Mr. Cleiton Neiva, Associate Security Officer (Brazil)
Mr. Mark Gallagher, UN Police (Canada)
Mr. Adamou Biga Souley, UN Police (Niger)
Mr. Issa Mairigia, UN Police (Niger)
Ms. Rosa Crespo-Biel, UN Police (Spain)
Col. Emilio Carlos Torres dos Santos (Brazil)
Lt. Col. Marcus Vinicius Macedo Cysneiros (Brazil)
Lt. Col. Gonzalo Daniel Martirene Ruibal (Uruguay)
Maj. Franæisco Adolfo Vianna Martins Filho        (Brazil)
Maj. Marcio Guimarães Martins (Brazil)
Maj. Ashraf Ali Mohammad Jayousi (Jordan)
Maj. Ata Issa Almanasir (Jordan)
1st Lt        Bruno Ribeiro Mário (        Brazil)
WO Raniel Batista de Camargos (Brazil)
SSG Davi Ramos de Lima (Brazil)
SSG Leonardo de Castro Carvalho (Brazil)
Sgt. Rodrigo de Souza Lima (Brazil)
Sgt. Janice Dorado Arocena (Philippines)
Sgt. Eustacio C. Bermudez Jr. (Philippines)
Sgt. Pearlie T. Panangui (Philippines)
Cpl Ari Dirceu Fernandes Junior (Brazil)
Cpl Douglas Pedrotti Neckel (Brazil)
Cpl Washington Luiz de Souza Seraphim (Brazil)
Cpl Raed Faraj Alkhawaldeh (Jordan)
Pvt Tiago Anaya Detimermani (Brazil)
Pvt Kleber da Silva Santos (Brazil)
Pvt Antonio José Anacleto (Brazil)
Pvt Rodrigo Augusto da Silva (Brazil)
Pvt Felipe Goncalves Julio (Brazil)

Our deepest sympathies go out to their families and friends.

We know many of you are keen to hear about our police colleagues, and we thank you for your patience while we wait to receive clearance from some of the Police Contributing Countries to release names.  We will inform you as soon as we can.  

The Mission has confirmed that out of the 1,248 Haitian staff working for MINUSTAH, 33 are now unaccounted for, down from 41 yesterday.  The total number of MINUSTAH fatalities to date remains 81 (24 international civilian staff, 14 national staff, 1 UNV, 24 military personnel, 18 police officers), with 27 injured (three international civilian staff, one national civilian staff, four UNVs, four military personnel and 15 police officers) and 42 remaining unaccounted for (seven international staff, 33 national staff and two UN Volunteers).

As we continue to report on the magnitude of our loss, our thoughts remain with the families and friends of all the victims, the Haitian people and our UN colleagues who sacrificed their lives in striving for a better world.

Alain Le Roy and Susana Malcorra

Quantos brasileiros morreram no Haiti?

Até 20 de janeiro de 2010 um total de 22 brasileiros perderam a vida durante os terremotos ocorridos no Haiti em 12 de janeiro de 2010: 01 policial militar do Distrito Federal; 18 militares do Exército Brasileiro; 03 civis (2 funcionários da ONU: Exmo. Sr. Luis Carlos da Costa, e mais uma funcionária da ONU, com dupla cidadania, que a família preferiu não divulgar o nome e foi enterrada na Europa; além da Dra. Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança).

Como o Oficial da PMDF estava licenciado e a serviço das Nações Unidas, ele pode ser considerado por alguns como o quarto civil e integrante da ONU, entretanto, ele permanece nos quadros da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

Sérgio Carrera

Publicado em:  on at 8:07 am Deixe um comentário

Reportagens x Cleiton Batista Neiva

É lamentável verificar o quão incompetente e irresponsável um meio de comunicação pode ser ao publicar reportagens onde ainda afirmam que não há confirmação quanto ao reconhecimento do corpo do Sr. Cleiton Batista Neiva, Tenente da Polícia Militar do Distrito Federal, que encontrava-se prestando serviço humanitário às Nações Unidas no Haiti e foi vítima do desastre que assolou o país em 12 de janeiro de 2010, visto que a própria ONU já divugou em seu sítio oficial a relação de falecidos por ocasião dos terremotos, onde consta o seu nome e foto.

Para ajudar, aqui vão, mais uma vez, alguns esclarecimentos e sugestões.

 1. O Tenente da PMDF Cleiton Batista Neiva foi encontrado no Edifício-sede da MINUSTAH em Porto Príncipe, capital do Haiti e foi, imediatamente, reconhecido por um dos membros da equipe de resgate, um também policial militar brasileiro que era seu amigo e o conhecia perfeitamente. Não houve dúvida quanto a sua identidade!

2. Em relação a necessidade de exames, sugiro que leiam esse post;

3. Tenham mais respeito as famílias e amigos ao publicarem notícias que podem afetar emocionamente os que o amam e sofrem ao ler esse tipo de publicação;

4. Respeitem a figura de um mensageiro e mantenedor da paz, um agente humanitário, um peacekeeper, um pai, filho, marido, irmão, amigo, um homem de fé, um herói da ONU (como declarado pelo próprio Secretário-Geral), que nos quase últimos 5 anos viveu para ajudar a construir a paz e a estabilidade num país castigado por tragédias políticas, econômicas e naturais, quer como policial da ONU (UNPOL) quer como Oficial de Segurança da MINUSTAH.

5. Respeitem um herói policial militar, brasiliense, brasileiro e do mundo.

Caso não tenham conseguido, segue aqui o link para a página da ONU onde está postada uma foto sua (trajando o uniforme da Polícia Militar do Distrito Federal – PMDF) e o seu nome completo ao lado, confirmado como vítima dos terremotos do dia 12 de janeiro de 2010.

Na outra mão, gostaria de expressar o meu reconhecimento a outros meios de comunicação que emitiram notícias e reportagens reais, de acordo com as informações prestadas, buscando reconhecer o então-desaparecimento do Cleiton e depois vêm acompanhando, de forma responsável, sem sensacionalismo, as notícias relativas a sua chegada nos próximos dias, sendo ele o vigésimo segundo brasileiro vítima do desastre haitiano, o único policial militar e o último brasileiro a chegar em sua “”pátria amada”. A esses jornalistas o nosso reconhecimento. Parabéns pelos profissionais que são!

 
Confirmed fatalities among all UN staff (comprehensive list) »
Confirmed UN Peacekeeping Fatalities of 12 January 2010

Corporal Raed Faraj Alkhawaldeh (Jordan)

Major Ata Issa Almanasir (Jordan)

Mr. Lionel Amar (France)UN Police

Private Antonio José Anacleto (Brazil)

Hédi Annabi (Tunisia)Special Representative of the Secretary-General and Head of Mission

Ms. Pierrena Annilus (Haiti) Administrative Assistant

Mr. Mesonne Antoine (Haiti)Security Guard

Sergeant Janice Dorado Arocena (Philippines)

Mr. Mamadou Bah (France)Public Information Officer

Ms. Ann Barnes (United Kingdom)Personal Assistant to the Police Commissioner

Warrant Officer Raniel Batista de Camargos (Brazil)

Mr. Jerry Bazile (Haiti)Interpreter

Mr. Mario Bazile (Haiti)Public Information Assistant

Mr. Parnel Beauvoir (Haiti)Public Information Officer

Sergeant Eustacio C. Bermudez Jr. (Philippines)

Ms. Farah Boereau (Haiti)Interpreter

Mr. Kai Buchholz (Germany)Special Assistant to the Principal Deputy Special Representative of the Secretary-General

Ms. Renée Carrier (Canada)Personal Assistant to the Special Representative

Ms. Maria Antonieta Castillo Santa Maria (Mexico)Administrative Assistant

Ms. Ericka Chambers Norman (USA)Board of Inquiry Officer

Staff Sergeant Leonardo de Castro Carvalho (Brazil)

Mr. Doug Coates (Canada)Acting Police Commissioner

Mr. James Coates (Canada) Administrative Assistant

Mr. Luiz Carlos da Costa (Brazil) Deputy Special Representative to Haiti

Ms. Rosa Crespo-Biel (Spain)UN Police

Lieutenant Colonel Marcus Vinicius Macedo Cysneiros (Brazil)

Private Tiago Anaya Detimermani (Brazil)

Mr. Philippe Dewez (Belgium)Special Adviser

Ms. Alexandra Duguay (Canada)Public Information Assistant

Ms. Dede Yebovi Fadairo (Nigeria) Associate Report Writing Officer

Private Felipe Goncalves Julio (Brazil)

Corporal Ari Dirceu Fernandes Junior (Brazil)

Major Francisco Adolfo Vianna Martins Filho (Brazil)

Mr. Mark Gallagher (Canada)UN Police

Mr. Guido Galli (Italy) Senior Political Affairs Officer

Mr. Gerthy Germain (Haiti)Cleaner

Mr. Gustavo Ariel Gomez (Argentina)UN Police

Mr. Andrew Grene (USA)Special Assistant to the Special Representative

Mr. Jan Olaf Hausotter (Germany)Political Affairs Officer

Mr. Karimou Ide (Niger) Security Officer

Major Ashraf Ali Mohammad Jayousi (Jordan)

Mr. Laurent Le Briero (France)UN Police

Mr. Watanga Lwango (Democratic Republic of Congo) Audit Assistant

Mr. Issa Mairigia (Niger)UN Police

1st Lieutenant Bruno Ribeiro Mário (Brazil)
Ms. Lisa Mbele-Mbong (USA) Human Rights Officer

Major Marcio Guimarães Martins (Brazil)

Mr. Riquet Michel (Haiti)Radio Producer

Mr. Hebert Moise (Haiti)Driver

***Mr. Cleiton Neiva (Brazil) Associate Security Officer***

Ms. Nivah Odwori (Kenya) United Nations Volunteer /Electoral District Coordinator

Mr. Tadia Roger Onadja (Burkina Faso)UN Police

Sergeant Pearlie T. Panangui (Philippines)

Corporal Douglas Pedrotti Neckel (Brazil)

Mr. Frednel Pierre (Haiti)Mason

Mr. Marc Plum (France)Chief, Electoral Assistance Section

Staff Sergeant Davi Ramos de Lima (Brazil)

Ms. Mirna Patricia Rodas Arreola (Guatemala)Administrative Assistant

Mr. Philippe Charles Claude Rouzier (Haiti)Civil Affairs Officer

Lieutenant Colonel Gonzalo Daniel Martirene Ruibal (Uruguay)

Colonel Emilio Carlos Torres dos Santos (Brazil)

Corporal Washington Luiz de Souza Seraphim (Brazil)

Mr. Guillaume Siemienski (Canada) Political Affairs Officer

Private Rodrigo Augusto da Silva (Brazil)

Mr. Satnam Singh (India)IT Technician/International Contractor (Trigyn Technologies Inc.)

Mr. Adamou Biga Souley (Niger)UN Police

Sergeant Rodrigo de Souza Lima (Brazil)Ms. Simone Rita Trudo (France)Personal Assistant to the Principal Deputy Special Representative of the Secretary-General

Ms. Nicole Valenta (Germany)Best Practices Officer

Ms. Andrea Loi Valenzuela (Chile)Human Rights Officer

Mr. Frederick Wooldridge (United Kingdom)Political Affairs Officer

Mr. Jerome Yap (Philippines)Personal Assistant to the Principal Deputy Special Representative of the Secretary-General

Hédi Annabi (Tunisia) – Former Special Representative of the Secretary-General and Head of Mission

Ms. Pierrena Annilus (Haiti) – Administrative Assistant

Mr. Mesonne Antoine (Haiti) – Security Guard

Mr. Jerry Bazile (Haiti) – Interpreter

Mr. Mario Bazile (Haiti) – Public Information Assistant

Mr. Parnel Beauvoir (Haiti) – Public Information Officer

Ms. Farah Boereau (Haiti) – Interpreter

Ms. Renée Carrier (Canada) – Personal Assistant to the Special Representative

Ms. Maria Antonieta Castillo Santa Maria (Mexico) – Administrative Assistant

Ms. Ericka Chambers Norman (USA) – Board of Inquiry Officer

Mr. Doug Coates (Canada) – Acting Police Commissioner

Mr. James Coates (Canada) – Administrative Assistant

Mr. Luiz Carlos da Costa (Brazil) – Deputy Special Representative to Haiti

Ms. Alexandra Duguay (Canada) – Public Information Assistant

Ms. Dede Yebovi Fadairo (Nigeria) – Associate Report Writing Officer

Mr. Guido Galli (Italy) – Senior Political Affairs Officer

Mr. Andrew Grene (USA) -Special Assistant to the Special Representative

Mr. Jan Olaf Hausotter (Germany) – Political Affairs Officer

Mr. Karimou Ide (Niger) – Security Officer

Mr. Watanga Lwango (Democratic Republic of Congo) – Audit Assistant

Ms. Lisa Mbele-Mbong (USA) – Human Rights Officer

Mr. Riquet Michel (Haiti) – Radio Producer

Mr. Hebert Moise (Haiti) – Driver

Mr. Marc Plum (France) – Chief, Electoral Assistance Section

Ms. Mirna Patricia Rodas Arreola (Guatemala) – Secretary

Mr. Guillaume Siemienski (Canada) – Political Affairs Officer

Mr. Satnam Singh (India) – IT Technician/International Contractor (Trigyn Technologies Inc.)

Ms. Simone Rita Trudo (France) – Personal Assistant to PDSRSG

Ms. Andrea Loi Valenzuela (Chile) – Human Rights Officer

Mr. Frederick Wooldridge (United Kingdom) – Political Affairs Officer

Mr. Jerome Yap (Philippines) – Personal Assistant to the Principal Deputy Special Representative of the Secretary-General

Fonte: http://www.un.org/en/peacekeeping/missions/minustah/memoriam.shtml

As autoridades também prestarão homenagens ao Tenente Cleiton Batista Neiva, da PMDF?

O Presidente Lula, assim como várias outras autoridades federais e estaduais dos 3 poderes, estiveram presente em todos os velórios e homenagens aos brasileiros que faleceram no Haiti devido aos terremotos do dia 12 de janeiro de 2010. ( No dos 18 militares do Exército, da Dra. Zilda Arns e no do Sr. Luis Carlos da Costa (repres. pelo Exmo. Sr. MRE Celso Amorim. )*

Será que as autoridades brasileiras (federais e distritais) se farão presente no velório e honras fúnebres do Tenente da Polícia Militar do Distrito Federal Cleiton Batista Neiva, vigésima segunda vítima brasileira do desastre haitiano e único policial militar falecido em virtude dos terremotos? Terá o nobre herói brasiliense o devido reconhecimento oficial do país?

SC

*Exceção feita a uma brasileira com dupla cidadania que a família preferiu que não fosse identificada e foi enterrada na Europa.

DESTRUIÇÃO NO HAITI

“O nível de destruição na área é comparável à explosão ao mesmo tempo de 30 bombas atômicas, como as lançadas em Hiroshima na Segunda Guerra Mundial”, explica o geofísico e professor da Universidade de Brasília (UnB), João Wily. O poder de destruição de um terremoto de magnitude 7 em área urbana equivale a 18 bilhões de quilos de explosivos detonados simultaneamente.  O mesmo que 1 milhão de carretas carregadas de explosivos detonados  ao mesmo tempo.

A previsão é que novos abalos ocorram na região nas próximos semanas. A estação sismológica na Amazônia já registrou mais de 30 tremores secundários na área  afetada no Haiti  que variam na escala de 4 a 5,5. Considerados ainda com alto risco de destruição.  “Os prédios na região não foram construídos para suportar tremores tão fortes. As próximas vibrações, mesmo que sejam menores, vão provocar novos desmoronamentos porque o que restou de pé já está com a estrutura abalada”, lamenta o geofísico, que coordena pesquisa na base sismológica brasileira instalada na Amazônia. 

Fonte: http://www.dzai.com.br/blog/blogdasamanta 

Quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Publicado em:  on at 6:35 am Deixe um comentário

Refugiados somalis lutam contra o inverno em Budapeste

Refugiados somalis lutam contra o inverno em Budapeste

BUDAPESTE, Hungria, 27 de janeiro (ACNUR) – Abdurrahman* escapou de tiros em Mogadishu, sua cidade natal, e suportou uma terrível adversidade para conseguir chegar à Europa. Mas ele disse que nada foi tão ruim quanto suas experiências na capital húngara. “Esta tem sido a pior semana da minha vida”, contou o jovem refugiado somali enquanto segurava uma xícara de café entre as mãos geladas, durante a visita do pessoal do ACNUR.

Leia mais em:
http://www.acnur.org/t3/portugues/noticias/noticia/budapeste-refugiados-somalis-lutam-contra-o-inverno/

Publicado em:  on at 4:29 am Deixe um comentário

Refugiados e jovens da Costa Rica usam o rádio para combater xenofobia

SÃO JOSÉ, Costa Rica, 25 de janeiro (ACNUR) – Sentada em frente a um microfone em um estúdio de gravação em Costa Rica, Annye conta como um grupo armado irregular de seu país natal, a Colômbia, ameaçou a vida de seu irmão há cerca de oito anos, fazendo com que sua família fugisse do país. A refugiada participa de um projeto do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) cujo objetivo é ampliar a conscientização sobre os refugiados e combater a xenofobia nas escolas de ensino médio da Costa Rica.

Leia mais em:
http://www.acnur.org/t3/portugues/noticias/noticia/refugiados-e-jovens-da-costa-rica-usam-o-radio-para-combater-xenofobia-nas-escolas/

Publicado em:  on at 4:27 am Deixe um comentário

Deslocados internos no Iêmen somam mais de 250 mil pessoas

GENEBRA, 29 de janeiro (ACNUR) – A crise humanitária no Iêmen se aprofunda e, atualmente, o Alto Comissariado das Nações Unidas (ACNUR) estima que mais de 250.000 civis tenham sido deslocados desde o avanço do conflito interno no país, em 2004. Esta cifra representa o dobro do número de deslocados em agosto de 2009, quando os últimos incidentes de violência começaram.

Leia mais em:
http://www.acnur.org/t3/portugues/noticias/noticia/deslocados-internos-no-iemen-somam-mais-de-250-mil-pessoas/

Publicado em:  on at 4:25 am Deixe um comentário

DPF e Missões de Paz?

Hoje, tomei conhecimento que o Departamento de Polícia Federal (DPF) estaria enviando um efetivo de policiais federais para uma Missão de Paz. Provavelmente, para o Haiti. Dentre os muitos questionamentos que surgem, desde competências e características fundamentais aos policiais, surgem alguns mais enfaticamente, tais como:

- O Exército Brasileiro também está fazendo o controle desses policiais ?

- Qual o papel do Ministério da Defesa nessa questão, visto que é responsável pela gestão relativa ao emprego de policiais e militares em Operações de Paz? (Vale mencionar que o DPF está subordinado a outra pasta, o Ministério da Justiça.)

- Perderia assim o Ministério da Defesa a soberania e controle sobre assuntos de defesa e operações de paz? Ou, por questões políticas, abriria (abrirá) mão desse controle e os  policiais federais seguirão para Missões de Paz sem os protocolos e trâmites existentes e a revelia do Exército e Ministério da Defesa?

- Seria então apenas “bizu”?

- Seria o enfraquecimento do Ministério da Defesa e por consequência, do Exército Brasileiro nessa questão?

- Seria assim o fortalecimento institucional do Ministério da Justiça e DPF?

- E os policiais militares, que há quase 20 anos representam o Brasil em Operações de Paz da ONU, ganhariam ou perderiam com essas mudanças?

Em se concretizando, o país passará por uma grande mudança de paradigmas no que tange a questão de policiais e operações de paz, visto que o tema, até hoje tratado e gerido pelo Ministério da Defesa, passaria a ser “compartilhado” com outro Ministério. Este é assunto para um bom estudo mais aprofundado, que em breve será feito e publicado.

Eu já havia comentado sobre essas possibilidades para o ano de 2010…mas pelo visto, as mudanças estão ocorrendo mais rápido que do muitos pensavam…

Sérgio Carrera

Publicado em:  on fevereiro 3, 2010 at 1:19 am Comentários (5)

POBRE DA NAÇÃO QUE NÃO SABE RECONHECER OS SEUS HERÓIS!

Por Wellington Corsino do Nascimento  -  Coronel da Reserva Remunerada da PMDF  

 “Um herói é alguém que deu sua vida por algo maior que si mesmo”.  

(Joseph Campbell)

   

Há treze dias que acompanho pelos noticiários da mídia nacional e internacional os desdobramentos do terremoto que atingiu o Haiti e deixou um saldo catastrófico de milhares de mortos e de desabrigados. Como se não bastasse meu estarrecimento pela tragédia que acometeu de sofrimento os irmãos haitianos, tinha ainda a grave preocupação com os soldados e voluntários Brasileiros que estavam a serviço da missão de paz das Nações Unidas naquele País. Logo cedo no dia 13 vieram as respostas às minhas preocupações, sendo divulgada nos noticiários a existência de mortos brasileiros entre as vítimas internacionais contabilizadas pela ONU. No começo foram informações imprecisas que aos poucos se confirmaram para pior… Havia uma previsão de 18 militares brasileiros mortos e que esse número poderia ser aumentado em mais um, ao ser considerado como desaparecido, pela ONU, o Tenente Cleiton Batista Neiva da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).   

 Dias depois recebi um e-mail do Tenente Coronel Reformado George Felipe de Lima Dantas informando que tinha enviado mensagem eletrônica (e-mail) à PMDF pedindo informações sobre o paradeiro do Tenente Cleiton no Haiti. Nesse e-mail ele reclamava da falta de noticias oficiais no site da Instituição e que as poucas informações que tinha conhecimento eram as que haviam sido passadas a ele pelo Tenente Sérgio Carrera, através do blog do ex-UNPol. Recebi mais outros dois e-mails do Felipe Dantas sobre o fato e fiquei impressionado com o silêncio da PMDF.  

Enquanto na área federal havia sido constituída uma central de informações para atender os familiares dos militares do Exército Brasileiro (EB) vitimados pelo terremoto no governo do Distrito Federal, reinava o mais absoluto silêncio por parte da PMDF. Conversando com amigos, como eu, oficiais da reserva da PMDF, tomei conhecimento de que o Tenente Cleiton houvera participado, institucionalmente, de dois períodos anuais da missão de paz da ONU no Haiti. No final dos segundo período a ONU teria solicitado ao governo Brasileiro a prorrogação da permanência do Tenente Cleiton no Haiti por mais um período, com tal solicitação não sendo atendida.  

Diante da negativa de sua cessão para a ONU, o Tenente Cleiton solicitou uma licença para tratar de interesse particular (LTIP) pelo período de dois anos. Com uma excelente avaliação da ONU nos dois períodos que permaneceu na missão de paz, o Tenente Cleiton foi selecionado pela ONU para engajar como Voluntário no programa de voluntariado das Nações Unidas e permanecer no Haiti. Tal programa é gerenciado por dois órgãos da ONU, o DPKO (Departamento de Operações de Paz) e o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento). Apesar da juventude, o Tenente gozava de excelente reputação na ONU, função da sua alta capacitação profissional e por ter prestado excelentes serviços no período em que fez parte do contingente brasileiro de policiais da MINUSTATH. Como voluntário da ONU, sem salário da PMDF, retornou ao Haiti para continuar sua nobre missão.  

Hoje, verifiquei no site oficial da ONU os requisitos para admissão no programa de voluntariado e fiquei mais impressionado ainda com o nosso jovem tenente… Para ser admitido no programa de voluntários são necessários os seguintes requisitos mínimos: nível superior; idade mínima de 25 anos (não há limite máximo); relevante experiência profissional; conhecimento de uma das três línguas oficiais da ONU, inglês, francês ou espanhol; comprometimento com os valores e princípios do voluntariado; habilidade para trabalhar em ambientes multiculturais; habilidade de adaptação a difíceis condições de vida; e, experiência em trabalhos voluntários e/ou experiência de trabalho em algum país em vias de desenvolvimento.  

Depois desse momento de orgulho pelo sucesso profissional do Tenente Cleiton e do seu reconhecimento pela ONU, caí em profunda tristeza pela forma como o Governo do Distrito Federal e a PMDF permaneciam ainda silentes em relação a esse jovem e valoroso humanista. A nota oficial da PMDF, finalmente expedida, não esclarecia a importância do trabalho prestado pelo Tenente Cleiton à humanidade, nem como membro do contingente brasileiro da missão no Haiti, tampouco depois como voluntário.    

A Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti ou MINUSTAH (sigla derivada do francês: Mission des Nations Unies pour la stabilisation en Haïti), é uma missão de paz criada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas em 30 de abril de 2004 por meio da resolução 1542, para restaurar a ordem no Haiti, após um período de insurgência antecedido pela deposição do então presidente Jean-Bertrand Aristide. A missão era chefiada até janeiro de 2010 pelo diplomata tunisiano Hédi Annabi, falecido no terremoto de 12 de janeiro de 2010 no Haiti. A morte de Annabi foi confirmada no dia seguinte pelo presidente hatiano René Préval. Os objetivos da missão: estabilizar o país; pacificar e desarmar grupos guerrilheiros e rebeldes; promover eleições livres e informadas; e, formar o desenvolvimento institucional e econômico do Haiti. A MINUSTAH está em curso no país desde junho de 2004, tendo a ONU renovado seu mandato por mais um ano em outubro de 2009.  

A importância e abrangência da missão da ONU no Haiti nos dá a real noção do que era o trabalho do Tenente Cleiton. Como cidadão e como profissional de segurança pública, temos o dever de reconhecer as condições heroicas do trabalho e morte desse jovem soldado da paz. O mundo inteiro esta rendendo homenagens aos funcionários da ONU vitimados naquela tragédia. Em todas as regiões do planeta e por todos os povos esses heróis da causa internacional são cultuados e reverenciados. Menos pelo governo do Distrito Federal e pela PMDF… Por que não exaltar e reconhecer oficialmente o trabalho heróico desse jovem profissional que morreu pelo bem da humanidade?  

Foi transmitido pelos noticiarios o evento em que o Presidente da República e vários Ministros de Estado prestarem uma justa e merecida homenagem aos membros do Exército Brasileiro que também tombaram no Haiti. Vimos ainda o Estado do Paraná prestar as justas e também merecidas homenagens à Drª Zilda Arns que também faleceu prestando serviços no Haiti. Enquanto isso, no Distrito Federal, nenhuma autoridade governamental local se fez presente na missa que os irmãos de farda e a familia do Tenente Cleiton mandaram celebrar em memória desse jovem “guerreiro da paz e segurança” (em uma alusão à “Canção da Academia” da PMDF).  - Que País é esse que não reconhece e reverencia um dos seus heróis? – Que país é esse?   

A população do Distrito Federal tem o direito de saber que na sua Polícia Militar existiu um “Tenente Cleiton” que deu a sua vida pelo bem da humanidade. Tem ainda o direito de saber que a sua policia, nesse momento, tem vários profissionais em missão de paz da ONU em várias nações nos mais variados recantos do planeta.  

Tenho acompanhado na rede de televisão CNN a espantosa mobilização da sociedade civil e do governo americano para a ajuda humanitária ao Haiti e para render diferentes homenagem aos heróicos funcionários da ONU que pereceram no fatídico terremoto de 12 de janeiro de 2010,  como foi o caso do Tenente Cleiton. Vi a mobilização  dos mais famosos artistas de Hollywood e dos mais famosos cantores norte americanos promovendo shows  para arrecadar donativos para a população haitiana e reverenciar a memória dos funcionários da ONU que tombaram a serviço da paz e fraternidade universais.   

Verifiquei também, nos noticiários, a mobilização de artistas europeus que também estão promovendo shows iguais aos dos norte-americanos. Constatei que chefes de Estado de várias nações de todos os recantos do mundo reverenciaram os funcionarios da ONU vitimados no Haiti, mas não tive notícia de nenhuma autoridade do Distrito Federal reverenciar, ou sequer fazer referência,  ao seu policial militar tombado em serviço na missão de paz da ONU.   

Ao constar tamanho descaso com a memória do nosso herói, lembrei-me de  Antígona de Sófocles, uma das mais dramáticas tragédias humanas já escritas. Sófocles devassa em toda a sua profundidade o amor, a lealdade e a dignidade. Etéocles e Polinice morrem em batalha em um mesmo dia. Um está contra o outro. Um a favor e o outro, presumidamente, contra a cidade de Tebas, que depois da morte de Etéocles passa a ser governada por Creonte. Este, como governante, manda enterrar honrosamente Etéocles, mas edita uma lei para que Polinice não seja velado nem sepultado e, por supostamente ser um traidor de sua pátria, quem o homenageasse fosse igualmente considerado traidor. Acontece que Antígona, irmã de Polinice, descumpre a lei e presta as honrarias fúnebres ao irmão. Como poderia ela obedecer à lei estatal e desobedecer à lei de seus deuses e de sua ética. Na crença de Antígona, Polinice não teria descanso eterno enquanto não fosse realizada sua cerimônia de sepultamento.   

Fazendo uma analogia com a tragédia do Haiti, os leais e verdadeiros companheiros de farda do Tenente Cleiton da PMDF parecem querer repetir algo como o gesto de Antígona, ou seja, prestar as devidas honras fúnebres e fazer justiça ao nosso herói. Também por analogia, a população do DF esta se comportando como a população de Tebas e, por desconhecimento ou indiferença, comete grande injustiça.Na antiguidade Etéocles recusou-se a cumprir o acordo de passar o governo de Tebas para Polinice e, por isso, ambos morreram. Creonte que assumiu o poder praticou uma enorme injustiça transformando um filho de Tebas em traidor, e para ratificar sua sede de poder e autoridade, mandou matar alguém que buscava dar dignidade a um morto, para ser coerente com seus conceitos morais e religiosos. Tanto na antiguidade como na atualidade, o estado e os poderosos muitas vezes minimizam e manipulam a história, não fazendo justiça aos seus verdadeiros heróis. Mas, ainda assim, os Antígonas da modernidade, com certeza, também prestarão as honras fúnebres de herói ao Tenente Cleiton Batista Neiva, mesmo que os Creontes da atualidade continuem se omitindo. Por respeito a Brasília não podemos confundi-la com Tebas!  

Ban Ki-moon, Secretário Geral da ONU declarou, através do seu porta-voz, que estar “profundamente entristecido” ao confirmar a morte do Chefe da missão no Haiti, Hedi Annabi e do seu vice-chefe, Luiz Carlos Costa, bem como do Comissário Interino de Polícia Doug Coates, da Royal Canadian Mounted Police. “Em todos os sentidos da palavra, eles deram suas vidas pela paz” complementou o Secretário Ban Ki-moon. Ao pronunciar tais palavras o Secretario concedeu o status de herói a todos os funcionários da ONU vitimados na terrível tragédia.  

Vários Países do mundo já concederam status de heróis aos seus soldados e voluntários que morreram em território haitiano. – Por que a PMDF e o Governo do Distrito Federal não fizeram o mesmo? Quantos já foram agraciados com o Titulo de “Cidadão Brasiliense” e não o mereciam? – Por que razão não podemos velar o corpo do nosso herói da humanidade em local público compatível com o caráter solene de honras fúnebres dessa importância? – Por que razão não estão sendo proporcionadas condições para que a população do DF possa se despedir e reverenciar seu herói? Por quê? O Governo Federal reverenciou os seus heróis, agora o Distrito Federal tem a obrigação de igualmente reconhecer e reverenciar o seu.  

 O Presidente Lula citou e agradeceu a cada um dos militares do Exército Brasileiro que foram homenageados na Base Aérea de Brasília quando os restos mortais deles chegaram em território nacional. Ele se referiu aos militares tombados no terremoto do Haiti como “bravos soldados” que morreram “cumprindo a mais nobre missão humanitária” já realizada pelas Forças Armadas Brasileiras. – Que o presidente complete a sua solene atribuição como Chefe de Estado e faça a mesma justiça que fez em relação à Doutora Zilda Arns e aos nossos heróis do Exército Brasileiro. – Que o presidente compareça às cerimônias onde estará o corpo do Tenente Cleiton Batista Neiva e mostre, para o governo do Distrito Federal e para a Polícia Militar do Distrito Federal, com se reverencia um herói da Pátria e que tombou em serviço da paz mundial!  Tenente Cleiton, receba, onde estiver, a nossa saudade, o nosso respeito, o nosso reconhecimento e as nossas honras! – Descanse ao abrigo do Altíssimo, na paz e na luz que refletirá sempre para nós!    

“Miserável país aquele que não tem heróis. Miserável país aquele que precisa de heróis”.     

(Bertolt Brecht) 

    

    

       
     
     

Colômbia envia veterano UNPOL ao Haiti para coordenar trabalhos de ajuda humanitária

O Tenente- Coronel Camilo Torres da Polícia Nacional da Colômbia está, desde a semana passada, em Porto Príncipe com uma equipe de ajuda humanitária enviada de forma emergencial pelo governo colombiano ao país caribenho. A equipe é composta por 06 policiais, 2 médicos e 3 enfermeiros.

Por sua experiência de 18 meses de missão no Haiti, concluídos no ano passado, o Tenente-Coronel Camilo foi designado para coordenar um programa de apoio à Polícia Nacional do Haiti – PNH.

Este é um procedimento que está se tornando comum, equipes de vários países que chegam ao Haiti se utilizam da experiência de veteranos de missão (Civis, policiais e militares) para facilitar a execução do serviço de atendimento médico. O conhecimento da capital e do povo haitiano torna mais rápido os deslocamentos em Porto Príncipe, bem como agiliza a comunicação das equipes de saúde com a população local.

leia na íntegra.

Nota: Será que o Brasil tem esse nível de entendimento e consciência?

Publicado em:  on fevereiro 2, 2010 at 11:56 pm Deixe um comentário

UNPOL Canadense recebe Honras Fúnebres em Ottawa

A Real Policia Montada do Canadá prestou sua última homenagem ao Superintendente Douglas Coates, o qual exercia a função de Police Commisioner interino no Haiti e foi um dos UN Police Officers vitimados pelo desabamento do prédio que abrigava 0 QG da ONU em decorrência do terremoto que assolou a capital haitiana no dia 12 de janeiro.
A cerimônia com honras militares foi realizada na Igreja de Notre Dame na cidade de Ottawa e contou com a presença de várias autoridades canadenses e das Nações Unidas, além de colegas, familiares e amigos do policial canadense. Uma guarda de Honra formada por policiais da RCMP e veteranos Boinas Azuis escoltou o corpo de Douglas Coates até o local da celebração religiosa.
Publicado em:  on at 11:50 pm Deixe um comentário

Marinha do Brasil comercializa livro sobre Operações de Paz

A Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, responsável pela publicação do livo Brasil: 60 anos de Operações de Paz, do Embaixador Paulo Roberto Tarrisse da Fontoura, disponibiliza em seu site a comercialização da obra.

Por ora, é a informação mais atualizada que temos.

Sérgio Carrera

Falta de vagas para Curso UNPOL na Suécia

Infelizmente, a coordenação do Curso United Nations Police Course (UNPOC), promovido pelas Forças Armadas e Polícia Nacional Suéca, informou aos candidatos da PMDF que devido a grande procura e rápida inscrições de vários candidatos, não será possível a participação dos voluntários da Corporação para o UNPOC II.

Sérgio Carrera

Unfortunately, the administration of the United Nations Police Course (UNPOC), sponsored by The Sweden Army and National Police, informed that due the great amount of candidates and the quick enrollment made by a lot of them, police officers from the Brazilian Federal District Military State Police (PMDF), who were applying for one of the slots, will not be able to attend the training.

Sérgio Carrera